Sana Myriad abre hotel sobre o Tejo

Depois de um longo compasso de espera, abriu ao público o novo hotel Sana Myriad, a mais recente aposta da portuguesa Sana Hotels em Lisboa.

Voltado para o mercado de luxo, tem como cartão-de-visita a vista panorâmica garantida pela mesmo em cima do Tejo, e acoplada a um edifício de referência para os Lisboetas: a Torre Vasco da Gama, uma das heranças da Expo’98.

O hotel abriu portas aos primeiros hóspedes na passada quinta-feira, 20 de setembro, ainda em regime de soft-opening. E, de acordo com o administrador da Sana Hotels, Carlos Silva Neves, terão sido investidos cerca de 70 milhões de euros para concretizar este projeto, que se ergue desde a superfície da água a 143 metros de altura.

Autor do projeto de arquitetura, Nuno Leónidas recorda que «desde o início, o grande desafio foi a integração do hotel num edifício pré-existente, adequando o projeto à forma da própria torre». Em todo o caso, lembra o arquiteto, «ficou sempre claro que a vista panorâmica que já existia na Torre Vasco da Gama teria de permanecer e ser uma das notas dominantes no hotel». O resultado foi a criação de «dois novos corpos edificados cujas formas foram inspiradas nas velas das embarcações típicas do tejo, que se erguem junto à estrutura metálica da Torre, como se de um mastro se tratasse. Resultou daí um conjunto edificado que lembra um grande barco ancorado no rio, e que já é uma referência na frente ribeirinha de Lisboa», explicou.

Atualmente trabalha neste hotel uma equipa de 123 pessoas, um número que poderá chegar aos 140 em fase de cruzeiro, explica o diretor-geral do hotel, Nuno Braga Lopes. Entre os vários produtos e serviços disponíveis no local, os clientes poderão optar por um dos 186 quartos (26 quartos premium e 150 quartos deluxe) e suites (10), pelo Sayanna Wellness SPA (23º andar), dois restaurantes e bar.

Para o segmento de eventos e meeting industry estão também disponíveis salas de reunião, além do Myriad Crystal Center, um novo centro de congressos com 1.500 m² de área útil, instalado num edifício independente e anexo ao hotel.

Nesta fase inicial e até ao próximo mês de Março, os preços praticados pelo Myriad oscilam entre os 190 e os 220 euros/ noite por quarto. O objetivo é que, já a partir do próximo ano, se atinja uma taxa de ocupação média anual na casa dos 55 a 60%.

 

2013 será ano de novas inaugurações

 O Myriad by Sana Hotels é a mais recente aquisição do grupo Azinor, o detentor da cadeia Sana Hotels, que tem três novos projetos em carteira para Portugal, e que deverão inaugurar no próximo ano em Lisboa e no Algarve.

Em Lisboa, o grupo está já a construir o Epic Sana Amoreiras, ao qual se vai ainda juntar o novo Sana Evolution Suítes, na zona do Saldanha. O objetivo, diz o administrador, Carlos Silva Neves, «é ser a principal cadeia hoteleira a operar em Lisboa, em número de quartos e em número de hotéis». De acordo com o responsável, «nos últimos anos temos vindo a registar níveis de crescimento interessantes, não só a nível nacional, mas também internacional». Em todo o caso, afiança, «a nossa prioridade é crescer internacionalmente. E, nesse âmbito, estamos a apostar nos mercados emergentes de África e da América Latina, embora também estejam a aparecer boas oportunidades na Europa».

A Sana Hotels conta atualmente com 11 unidades hoteleiras em Portugal – de 3, 4 e 5 estrelas – nas zonas de Lisboa, Estoril, Sesimbra e Caldas da Rainha. Internacionalmente, já conta com um hotel em Berlim (Alemanha) e outro em Luanda (Angola). «A hotelaria está a mudar. E, embora a componente de alojamento seja fulcral, as restantes valências da oferta de um hotel têm uma importância cada vez maior para a operação», começa por explicar o administrador. Por isso, diz, «temos vindo a diferenciar-nos no mercado. Mais do que fazer novos hotéis, estamos sobretudo a apostar em conceitos diferenciadores», remata.